A FEMINILIDADE NA PSICANÁLISE E OUTROS ENSAIOS

(ref.: 8585458011(CO.))

Autor: MARCUS DO RIO TEIXEIRA
Editora: Ágalma
Coleção Discurso Psicanalítico; 1
Ano: 1991
Número de páginas: 126
Categoria principal: Teoria Psicanalítica

  • Compartilhe:
R$ 30,00
Coloque o cep:
  • Descrição
  • Especificação
Sumário

7 Prefácio

11 A Feminilidade na Psicanálise

55 Contribuições a um debate sobre a formação do Analista

63 Atopos

73 O triunfo do matriarcado

85 A cultura do Porver

93 O saber como espetáculo

99 Os equívocos de Mr. WOLLHEIM
Dentre os vários temas de que se ocupa a psicanálise, talvez nenhum outro seja objeto de tanta controvérsia quanto o da feminilidade, pivô de acusações contra Freud e uma série de mal-entendidos. O objetivo do ensaio que dá o título a esta coletânea não é outro senão o de resgatar a radicalidade das colocações de Freud desde os seus primeiros textos sobre o Édipo feminino, fazendo um apanhado dos seus estudos e daqueles dos seus seguidores, além de lançar também algumas questões que se colocaram para nós.

Esse ensaio foi escrito a partir de um seminário dirigido pelo autor em 86, e retomado dois anos depois. Procurávamos na ocasião falar da posição feminina relendo os textos freudianos a partir da elaboração feita por Lacan nos seus seminários, sobretudo no seminário XX, Encore, onde ele trata da posição do sujeito nos polos da repartição dos seres sexuados. As suas fórmulas de sexuação, bem como suas observações acerca do gozo feminino, nos parecem de importância fundamental se quisermos pensar a feminilidade a partir da psicanálise.

Nos outros ensaios que completam este volume, certos temas são recorrentes. O da formação do analista e da transmissão da psicanálise, p. ex., que aparece pela primeira vez em Contribuições..., onde são abordados além disso alguns aspectos da influência do ensino de Lacan em nosso meio.

Este tema reaparece em Atopos, escrito a partir de algumas intervenções que se destacaram para nós no Colóquio França--Brasil de Psicanálise, promovido em julho de 89 pela Association Freudienne e Maison de LAmérique Latine em Paris. Aqui se discute também o que a psicanálise pode dizer acerca da situação cultural brasileira, tentando romper com a dicotomia individual/social.

Em O Triunfo do Matriarcado procuramos aprofundar o estudo sobre a nossa cultura e sobre o que poderíamos chamar de sintoma social no Brasil. A partir de dados clínicos e observações de situações sociais, tentamos refletir sobre a carência simbólica e a fragilidade da Lei em nossa sociedade e suas graves conseqüências, como o agravamento da histeria e a delinqüência generalizada.

A Cultura do Porver. Aqui é relançada a questão do enfraquecimento do simbólico e suas conseqüências como sintoma social. O termo porver, tradução nossa do neologismo pourvoir, evidencia a relação entre o poder e o registro do imaginário.

O Saber como Espetáculo. Escrito em 83 a pedido do Dr. Chaim S. Katz para o n° 75 da Revista Tempo Brasileiro dedicado ao tema Saber/Poder, trata da maneira como a mídia lida com o saber e as suas repercussões sobre os intelectuais.

O último ensaio, Os Equívocos de Mr. Wollhelm, é uma réplica a um texto antigo, porém publicado entre nós recentemente, na linha do que se pode chamar de anti-lacanismo. Diante de um escrito extremamente ruim, como é o caso da obra de mr. Wollheim, temos a tendência de achar que não vale a pena criticá-lo. Lêdo engano: a ausência de uma crítica contundente pode vir a reforçar essa farsa. De que outro nome poderíamos chamar o trabalho de um autor que, afirmando-se freudiano, critica Lacan, p. ex., pela importância dada ao falo na sua teoria? A própria referência à teoria é problemática, uma vez que para Lacan era do próprio real que se tratava no seu ensino. Esse real é para nós aquele da clínica, seja no espaço do consultório ou da pólis.

Falamos acima sobre reescrever sempre um texto. O que não pára de se escrever, na definição de Lacan, é a referência ao ao-menos-um que sustenta a nossa castração. Quanto à relação sexual, poderá vir a escrever-se?
1

    FORMAS DE PAGAMENTO

    REDES SOCIAIS