BULLYING, ASSÉDIO MORAL E ALIENAÇÃO PARENTAL - A PRODUÇÃO DE NOVOS DISPOSITIVOS DE CONTROLE SOCIAL

(ref.: 9788536254548 (CO))

Autor: Analicia Martins de Sousa
Editora: Juruá
Ano: 2015
Número de páginas: 212
Categoria Principal: Psicologia e educação

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INTRODUÇÃO

1 ASSÉDIO MORAL, BULLYING E ALIENAÇÃO PARENTAL

1.1 As Caracterizações

1.2 As Consequências

1.3 As Medidas de Enfrentamento

2 A SUPERESTIMAÇÃO DA SUBJETIVIDADE

2.1 Identificando Riscos

2.2 A Vitimização

2.3 A Ofensiva Psiquiátrica

2.3.1 Transtornados

2.3.2 Para tudo há remédio

3 PENALIZAÇÃO CONSENTIDA

3.1 As Demandas por Pena

3.2 A Assunção da Vítima no Estado Penal

4 FERRAMENTAS PARA UMA ANÁLISE DO DISCURSO

4.1 A Construção do Objeto de Análise

5 O QUE DIZEM OS PLs E PARECERES DA CÂMARA FEDERAL DOS DEPUTADOS

5.1 Violência e Danos Psicológicos

5.2 Vítimas, Agressores e Testemunhas

5.3 Prevenção, Educação e Repressão

CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERÊNCIAS
SINOPSE:

As discussões sobre o assédio moral, o bullying e a alienação parental comumente destacam enunciados sobre violência, sofrimento psíquico, identificação e punição dos agressores, reparação e proteção às vítimas, criação de leis punitivas etc. Embora sejam referidos a contextos e a relações diversas ¿ trabalho, escola e família ¿, chama atenção o fato de que aqueles temas são retratados no cenário atual de um modo que parece aproximá-los.

Diante disso, a presente obra objetivou investigar sobre um provável substrato comum entre o assédio moral, o bullying e a alienação parental, a partir do exame de Projetos de Leis Federais e dos pareceres emitidos pelas comissões da Câmara Federal dos Deputados. A abordagem teórico-metodológica de Michel Foucault foi empregada para a análise dos documentos legislativos selecionados.

Conclui-se que a superestimação de aspectos de ordem psicológica, com destaque para os danos psíquicos, e a figura da vítima têm estimulado certo clamor social por mais punição e controle. Isso tem resultado ainda na elaboração de propostas de leis que visam a definir condutas, ou novas ilegalidades, e a criar medidas de repressão a elas.

Ao que parece, a constituição de certa unidade discursiva sobre violência nas relações interpessoais vem sendo altamente produtiva e conveniente como estratégia de controle social, pois, sob o argumento de segurança e de proteção ao indivíduo fragilizado, se promove o consenso e a adesão às políticas de governo no Estado penal.

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