ENTRE DÍVIDAS E CULPAS: SACRIFÍCIOS - CRÍTICA DA RAZÃO SACRIFICIAL

(ref.: 9788577240746 (CO))

Autor: MARTA GEREZ-AMBERTÍN
Editora: COMPANHIA DE FREUD
Ano: 2009
Número de páginas: 269
Categoria Principal: Lacan

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  • Sumário
  • Sinopse
7 PRÓLOGO


13 INTRODUÇÃO

13 1. Abertura

19 2. Sinfonia Curta

21 3. Noturno: Despedida


25 I O SACRIFÍCIO E OS PARADOXOS DOS NOMES-DO-PAI

25 1. Sacrifício e Nostalgia do Pai

25 1.a Pontuações freudianas

28 1.b. Pontuações lacanianas

29 2. O Gozo do Pai nos Diferentes Mitos


33 II O SACRIFÍCIO: DIMENSÃO LINGUÍSTICA E MÍTICA EM FREUD

33 1. Preliminares

37 2. O Sacrifício: Dimensão Linguística

40 3. A Ficção do Totemismo em Freud

40 3.1 A leitura freudiana de Robertson Smith

42 3.2. O mito freudiano: totem, pai e sacrifício

42 3.2.a. O sentido mítico e profano do sacrifício em Freud

43 3.2.b. Conjecturas freudianas sobre o banquete totêmico e o sacrifício

48 3.2.c. Pontuações sobre o mito de Totem e Tabu
e a versão do sacrifício. Saldo clínico.

52 NOTAS


55 III INFORTÚNIO E SACRIFÍCIO:AS TORPEZAS

55 1. Sacrifício e Parricídio: As Autoaniquilações

58 2. O Sacrifício: seu Oferecimento e Economia

58 2.a. A economia de sacrifício

60 2.b. O suplício sacrificial

64 3. Bifurcações da Lógica Sacrificial.


65 IV SACRIFÍCIO, INTERCÂMBIO E DOM EM LACAN

65 Antecedentes

65 1.a. O dom e o intercâmbio em Mauss e Lévi-Strauss

66 1.b. Dom e sacrifício em Mauss e Lévi-Strauss

68 2. Intercâmbio e Dom Em Lacan

75 3. Dom e Pacto na Clínica: O Pagamento da Sessão

76 4. O sacrifício em Lacan


81 V SACRIFÍCIO E CRUELDADE DO OUTRO

81 1. Sacrifício, Violência E Angústia

84 2. Sacrifício e Supereu

86 3.Sacrifício e Crueldade do Outro

89 Nota


93 VI CULPA (DO SUJEITO) - INCOMPLETUDE DO OUTRO (ALIENAÇÃO E SEPARAÇÃO)

93 1. Vertentes do Sacrifício

95 2. Sacrifício: Alienação e Separação do Outro

98 3. Qual É a Aposta do Pai? Paradoxos Relativos ao Pai Não-Impecável


101 VII O LUTO INACABADO PELO PAI IDEAL

101 1.0 Luto Pelo Pai Ideal: Uma Impossibilidade Realizada

104 2. O Manto Piedoso rara o Pai Ideal e a Crueldade Parricida

107 3. A Desnostalgia do Pai: Alienação e Despersonalização

110 4. Ir Para Além do Pai: Um Amor Herege


115 VIII LUTO E SACRIFÍCIO

115 1. O Enigma Do Luto

116 2. O Luto Incurável em Freud

119 3. O Luto Incurável Em Lacan


127 IX CULPA, COAÇÃO À REPETIÇÃO E SACRIFÍCIO

127 1. Repetição e Trauma

130 2. Culpa e Sacrifício

134 3. A Coação à Repetição

135 4. O Supereu e a Culpa

136 5. Culpa, Sacrifício, Coação e Supereu

137 6. A Culpa na Neurose e na Psicose


139 X SACRIFÍCIO DE ABRAÃO E ISAAC:PARADOXOS DOS NOMES-DO-PAI

139 1. O Sacrifício de Abraão: Paradoxos do Pai

140 2. 1ª .Sequência. Pais e Filhos: Carrascos e Vítimas

142 3. 2ª. Sequência. Recusar o Gozo

144 4. 3ª. Sequência: A Bênção e o Resto

147 5. 4ª. Sequência: A Ordem Impossível de Deus

152 6. 5ª. Sequência: O Silêncio de Isaac e Sua Cumplicidade no Holocausto

155 7. Consequências Clínicas: Gozo do Outro e Desejo do Outro no Sacrifício de Abraham e de Isaac


159 XI IFIGÊNIA E A VITÓRIA NO HOLOCAUSTO

159 1. Apresentação: A Culpa Trágica

164 2. Filhas Sacrificadas pelo Pai no Mito

164 2.a. Algumas filhas sacrificadas pelo pai

167 2.b. O mito do sacrifício de Ifigênia

169 3. HAMARTIA: A Falta como Disposição para a Culpa

172 4. A Tragédia de Ifigênia e as Faltas do Pai

174 5. A Divisão de um Pai Diante do Sacrifício da Filha

175 O debate Agamenon-Menelau

176 6. A Encruzilhada de Ifigênia e Agamenon

177 6.a. 1º. Momento: Demanda amorosa ao pai:

177 Pai, podes me perder?

180 6.b. 2º. Momento: O processo e o lamento ao pai.

180 Meu pai, por que me sacrificas?

183 6.c. 3º. Momento. A vergonha: último baluarte

189 6.d. 4º. Momento: A aposta no pai. O infortúnio vitorioso

195 7. Ifigênia Impiedosa e Cruel

201 8. Debate E Enigma Ifigênico


207 ANEXO: HAMARTIA NOS TANTÁLIDAS


211 XII FASCINAÇÃO SACRIFICIAL E EXTRAVIOS DO AMOR

211 1. Labirintos do Amor e o Sacrifício

216 2. Da Filha do Bruxo à Dama (das Camelias)

218 2. A Irremediável Impiedade do Pai

220 Nota: La Traviata

220 Sinopse


223 XIII TORTUOSOS CAMINHOS DA DÍVIDA E DA INGRATIDÃO

223 1. O Lado Insuportável da Dívida

224 2. A Dívida e a Direção Da Cura

227 3. O Amor Herege e o Saldo da Gratidão

229 4. Viridiana: A Tragicomédia da Ingratidão


233 XIV MISÉRIA E SUBMISSÃO DAS MASSAS - VARIEDADES CONTEMPORÂNEAS DO SACRIFÍCIO

233 1. A Miséria da Massa: Autoridade e Autoritarismo

236 2. O Poder Paradoxal da Autoridade

239 3. Autoridade e Autoritarismo. A responsabilidade

242 4. A Construção do Inimigo

245 5. Em Busca do Super-Homem Perdido

247 6. O Super-Homem, as Massas e a Autoridade

249 7. Da Exaltação do Ideal do Eu à Aniquilação Superegoica

253 8. Do Ideal ao Desvario do Gozo

254 9. A Tentação do Sacrifício

255 10. A vã Tentativa de Domesticar i Imperativo do Gozo

257 11. Gozo e Holocausto Contemporâneo


259 XV EVA PERÓN: DÍVIDA E LUTO

259 1. As Sobras de Eva

260 2. Evita e o Desamparo Paterno

262 3. A Ata Fundadora e sua Fraude

264 4. O Luto Amuralhado de Eva

265 5. A Versão dos Nomes e o Luto Intransitável Pelo Pai Ideal

269 6. O Mito de Evita e o Enigma da ¿Antiguidade¿

269 Bibliografia Consultada


271 XVI EXÍLIOS DO PAI E DESAMPARO: FICÇÕES EM BOULOGNE-SUR-MER

271 Pre-Textos de um Itinerário

272 Fecundidade e Exílio do Pai

273 Enigma do Pai

274 O Pai Errante


Em A significação do fato [Lacan] afirma que a sociedade humana e a animal repousa na linguagem; ela permite o intercâmbio e a circulação do dom como fato social total.

Outras sociais circulam na sociedade.

Além das necessidades e sua satisfação, circulam o desejo e o desejo do outro, e o que possibilita essa circulação é a instauração da metáfora paterna.

A castração - resultado da eficácia simbólica do Norte do Pai - une desejo e lei; está vinculada à ordem simbólica instituída, que pressupõe uma longa cadeia de intercâmbio de dons e renúncias das quais o sujeito não pode se isolar e, por isso, o resultado é a inscrição de uma dívida simbólica inconsciente: é necessário desenvolver o que se recebeu para fazer circular os dons. Ninguém pertence a si mesmo, sempre ronda, em torno da subjetividade e da civilização, uma divida com o outro. Daí que, no dom, esteja implicada toda a cadeia simbólica humana, cadeia de renúncias, perdas, substituições e doações.

O que se oferece no dom? Oferece-se a palavra e uma promessa, doa-se o que não se tem: a falta por acaso, não é a partir disso que Lacan elabora a definição de amor: dar o que nada por nada que circula uma promessa e uma demanda de reconhecimento, um apelo ao desejo do Outro. Trata-se de uma dádiva que vai para além de um mero intercâmbio, uma cessão para obter reconhecimento no desejo do Outro. Por isso, o amor é uma forma de sacrifício, lado simbólico do sacrifício que implica renúncias. Lacan reúne, ainda em suas primeiras formulações, o dom, o sacrifício e o amor (a falta), colocando-os em sequência em torno de castração operação simbólica que se depreende do Nome do Pai.
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