IDE 53 - VOL. 34 - POÉTICAS

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Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo
Ano: Semestral (2005)
Nº págs.: 268
Peso: 780 grs
Categoria Principal: Publicações da SBPSP

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Editorial 06
José Martins Canelas Neto

Carta-convite 08

HOMENAGEM À SONIA CURVO DE AZAMBUJA
Carta à Sonia 13
Leopold Nosek

A Sônia, por ela mesma 17
Sonia Curvo de Azambuja

EM PAUTA | POÉTICAS
Entrevista com Luiz Tatit 33

Poemar ¿ reflexões sobre a transmissão das narrativas literárias entre gerações 43
Patrícia Bohrer Pereira Leite
Resumo: ¿Poemar¿: reflexões sobre a transmissão das narrativas literárias entre gerações Esta reflexão parte do trabalho prático com a leitura literária, da palavra portadora de narrativas, de poéticas transmitidas através da literatura e da leitura. A literatura nos constitui, é criação nossa ¿ humana e universal. Transformamos em linguagem a experiência para registrar, narrar, transmitir¿ As leituras compartilhadas entre gerações e grupos, a possibilidade de conhecer belos livros, músicas e narrativas faz falar, faz pensar, organiza o pensamento e a capacidade de expressar e traz a vontade de conhecer mais. Precisamos de poéticas, de histórias. É certo que esse tempo de sonho é fundamental para nossa saúde psíquica. Precisamos de articulação com as culturas; precisamos da construção de um mundo mental e isso nos permitirá humanizar-nos, nos relacionar, aprender, ler, aproveitar as leituras, trabalhar, criar. Enfim, é isso o que permite nossa sobrevivência.
Palavras-chave: Transmissão cultural. Poéticas. Literatura. Leitura. Linguagem. Pensamento

Poéticas periféricas ¿ outras centralidades 57
Gisele Poletto Porto
Resumo: Poéticas periféricas: outras centralidades? Este artigo descreve o surgimento e a expansão dos saraus de poesia que vêm ocorrendo em bares da periferia paulistana ao longo da última década. O artigo relaciona-os a outros movimentos culturais, como o hip-hop, e apresenta a transformação das pessoas que se envolvem nesse processo de criação poética.
Palavras-chave: Poesia. Periferia. Hip¿hop. Cultura. Sarau de poesia.

A luz não é para todos 69
Martim Vasques da Cunha
Resumo: A luz não é para todos Este ensaio faz comparações entre as obras poéticas de Seamus Heaney e Dylan Thomas, relacionando-as aos temas da violência e ao modo como o poeta se reflete na sociedade onde vive.
Palavras-chave: Poeta. Poesia. Violência. Irlanda.

Sou um poeta... e psicanalista 81
Abram Eksterman
Resumo: Sou um poeta... e psicanalista Em um ensaio sobre a psicodinâmica da criação poética, o autor realiza um estudo crítico sobre as relações entre o poeta e o psicanalista, bem como entre o texto poético e o cenário das interpretações da prática psicanalítica, com vários textos poéticos exemplificando circunstâncias psicodinâmicas.
Palavras-chave: Psicanálise. Literatura. Poesia. Criação poética. Relação poesia/psicanálise.

A língua na leitura de G. Trakl por M. Heidegger 99
Alan Victor Meyer
Resumo: A língua na leitura de G. Trakl por M. Heidegger Este artigo procura dar uma ideia de como Heidegger trata a questão da língua na sua obra tardia. Para tanto, apresenta o primeiro capítulo do seu livro A caminho da língua, intitulado ¿A língua¿. Para Heidegger, a ¿língua fala¿, e essa dimensão é mostrada na escuta do que é dito no poema de Georg Trakl ¿Uma noite de inverno¿.
Palavras-chave: Língua. Poesia. Silêncio. Coisa. Mundo.

Quem? Hoje, Joyce 109
Fabio Herrmann e Leda Herrmann
Resumo: Quem? Hoje, Joyce O texto trabalha a teoria do análogo da Teoria dos Campos principalmente pela pena de seu autor. Considera, primeiro, a condição da produção de teoria em Psicanálise, reconhecendo ser uma falácia a opção entre criador ou aplicador. É a aplicação contingência de situações clínicas desafiadoras, que se alternam com períodos de prática teórica em estado clínico, quando o próprio método psicanalítico, por ruptura de campo, produz teoria. O artigo finaliza com uma análise/interpretação do Ulisses de Joyce, como exercício de clínica extensa em pleno reino do análogo
Palavras-chave: Teoria dos Campos. Teoria do análogo. Ficção literária. Fabio Herrmann.

Experiência estética e experiência psicanalítica ¿reflexibilidade, transitividade e cumplicidade 123
Noemi Morritz Kon
Resumo: Experiência estética e experiência psicanalítica: reflexibilidade, transitividade e cumplicidade Esse artigo pretende apresentar, por meio da narrativa de encontros singulares com obras da literatura e das artes plásticas, uma reflexão sobre as experiências estética e psicanalítica, ambas compreendidas como relações de reflexibilidade, transitividade e cumplicidade.
Palavras-chave: Experiência estética. Psicanálise. Arte.

Resistência 141
Luiz Meyer
Resumo: Resistência Após caracterizar a noção de conflito estético, conceito desenvolvido por Donald Meltzer, o autor descreve uma experiência pessoal que exemplifica a natureza e a dinâmica desse conflito. Ele narra os movimentos afetivos contrastantes e alternantes, característicos desse conflito, que surgiram quando, inspirado pelo poema ¿To a poor old woman¿, de William Carlos Williams, ele se dispôs a escrever uma releitura deste, que revela o impacto emocional que o poema lhe provocara
Palavras-chave: Conflito estético. Poesia. Ambivalência emocional.

Notas sobre a dimensão poética da palavra na prática psicanalítica 155
Marilsa Taffarel
Resumo: Notas sobre a dimensão poética da palavra na prática psicanalítica Este artigo apresenta a ideia de que o discurso do paciente na sessão psicanalítica contém elementos verbais que, pela força da transferência, sofrem transmutações tais como aliterações, escansões, efeitos rítmicos, repetições, entre outros, que lhe conferem estrutura poética. São símbolos presentificadores das vivências, cuja apreensão é base indispensável da interpretação psicanalítica.
Palavras-chave: Elementos poéticos. Forma. Expressão.

A poética do tempo/espaço em ¿A mesa¿ 161
Izidoro Blikstein
Resumo: A poética do tempo/espaço em ¿A mesa¿ O poema ¿A mesa¿, numa primeira leitura, consistiria na fala de um filho dirigida a seu pai: lançando a hipótese de uma festa em homenagem ao pai, o filho passa a descrever como seria esse ¿grande jantar. Mas, evidentemente, o Poeta vai muito além da mera descrição. Com efeito, ao reunir a família inteira ¿ os mortos e os vivos ¿ as dimensões temporais e espaciais acabam por se fundir: passado e presente se condensam num mesmo espaço e objeto, a mesa. Cabe indagar, afinal de contas: 1. Como é esse fazer poético do ubíquo e do icônico? 2. Com que mecanismo e instrumentos linguísticos o Poeta constrói essa reunião de vivos e mortos em tomo da mesa, num só tempo e espaço? 3. Por que reunir a família toda e o que busca o Poeta nesse percurso em volta da mesa? Nosso propósito, neste artigo, é responder essas perguntas.
Palavras-chave: Semiótica. Dêixis. Anáfora. Condensação. Corredor isotópico.

Uma poética psicanalítica. Christopher Bollas e a questão da experiência estética 181
João A. Frayze-Pereira
Resumo: Uma poética psicanalítica. Christopher Bollas e a questão da experiência estética Considerando as relações entre certos conceitos da Estética contemporânea e os recursos teórico-clínicos da obra de Christopher Bollas, o artigo apresenta como esse autor analisa a questão da experiência estética. A partir dos conceitos psicanalíticos de self e uso do objeto, entre outros, assim como de referências à arte e à cultura, presentes em sua obra, desenvolve-se uma concepção do fazer psicanalítico como poética, análogo ao fazer artístico, isto é, uma operação específica que confere à experiência uma forma (ou estrutura). Nesse processo, tal como se manifesta na psicanálise e na arte, há uma ideia de criatividade que envolve destrutividade.
Palavras-chave: Poética. Arte. Experiência estética. Verdadeiro self.

Práxis poética: três poemas, um psicanalista 199
Edival Antonio Lessnau Perrini
Resumo: Práxis poética: três poemas, um psicanalista O autor apresenta três poemas como ilustração do fazer poético e, dessa forma, mostra a convivência possível do poeta com o psicanalista.
Palavras-chave: Poesia. Práxis poética. Poética. Poemas.

Hölderlin - intuição e intimidade 201
Marco Aurélio Werle
Resumo: Hölderlin: intuição e intimidade Nesse artigo examinamos o caráter dialético da obra de Hölderlin, que opera com uma série de oposições: entre o ser e a consciência (juízo), os deuses e os homens, os antigos e os modernos, o todo e a parte, a razão e a sensibilidade, a naturezae a arte, a infância e a velhice, a primaverae o inverno etc. Na transição entre poesia e filosofia, esses tópicos são situados no plano da diferença e da unificação, como um processo de intuição e intimidade.
Palavras-chave: Dialética. Poesia. Filosofia. Idealismo alemão. Estética.

Experiência emocional e formas simbólicas poéticas 217
Marisa Pelella Mélega
Resumo: Experiência emocional e formas simbólicas poéticas A autora expõe, de forma sucinta, o percurso da compreensão da criatividade artística desde Freud até Bion e Meltzer, além de vários outros autores que se detiveram no tema. Ocupa-se, em seguida, da relação entre o sonho e a obra de arte. No caso da produção poética, ela propõe um estado de mente poético em que o poeta dá forma a vivências emocionais, transformando-as em símbolos/poemas, e ilustra esse processo com alguns poemas.
Palavras-chave: Experiência emocional. Formas simbólicas. Estado de mente onírico. Estado de mente poético. Criatividade artística.


Transgressões, subversões e acolhimentos 231
Cléa Palatnik Pilnik
Resumo: Transgressões, subversões e acolhimentos Faço uma pequena incursão nas comunicações do meio virtual, em contraponto às invariâncias da necessidade de acolhimento do ser poético. Defendo e concordo com uma seleção de autores que preconizam a transgressão, a anormalidade, a ruptura e a subversão do pensamento na ordem preestabelecida para que haja movimento, mudança e liberdade para a criatividade. A poética é o pano de fundo da trajetória da obra de Nilton Bonder.
Palavras-chave: Transgressão. Acolhimento. Psicanálise. Poética. Obra de Nilton Bonder.

ARTIGOS
Considerações sobre a escrita psicanalítica 243
Marcio de Freitas Giovannetti
Resumo: Considerações sobre a escrita psicanalítica Traçando um paralelo entre o narrador das ¿Mil e uma noites¿ e o narrador Freud, o autor faz considerações a respeito da complexidade existente na escrita de textos psicanalíticos. Nesse sentido, contrapõe aquilo que chama de textos fundantes e criativos a textos estereotipados e sem vida própria, que servem apenas a reassegurar a identidade de seu produtor.
Palavras-chave: Scherazade. Freud. A palavra nascente. A palavra agonizante. A voz do ausente

RESENHAS
Curar do mal de amor 251
Guérir du mal d¿aimer
Iliana Horta Warchavchik


Arte, dor: o caminho do desassossego rumo à generosidade e gratidão 259
Art, pain: the path of unquietness towards generosity and gratitude
Renato Tardivo

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