PSICANÁLISE E SUAS INTERFACES

(ref.: 9771519845604 (CO))

Autor: Rosane Weber Licht
Editora: Juruá
Revista da Associação Psicanalítica de Curitiba - Vol. 32
Ano: 2016
Número de páginas: 152
Categoria Principal: Teoria

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SUMÁRIO

Editorial

Espaço da Letra

A Urgência e os Avatares da Transferência - Urgency and the avatars of transfer, Ana Costa

A Inversão do Tempo e o Saber: Um Impasse Contemporâneo na Formação dos Psicanalistas - In the formation of the inversion of time and knowledge: a contemporaneous impasse psychoanalists, Alfredo Jerusalinsky

Educação, psicanálise e Contemporaneidade - Education, psychoanalysis and contemporaneity, Leda Mariza Fischer Bernardino

A Psicanálise e a Ciência, o DSM e a Recusa da Cientificidade Psychoanalysis and science, the DSM and the refusal of scientification, Luciano Elia

A Judicialização das Relações Familiares e suas Incidências no Atendimento de Crianças e Adolescentes no Âmbito Público - The judicialisation of the family relations and their incidence on the assistance of children and teenagers in the public scope, Rosa M. M. Mariotto

Espaço Amarelinhas

O Traço Unário e a Constituição do Sujeito: a Aposta no Sujeito Desejante - The unary trait and the subject constitution: the bet on the desirous subject, Cintia Ribelato Longhini / Juratriz Salete Ribas

Metodologia IRDI nas Creches: em Busca de um Bom Começo para o Desenvolvimento Psíquico de Crianças de Zero a Dezoito Meses - The IRDI methodology in day nurseries: the quest for a good start for the psychic development of children from zero to eighteen months old, Maria Cristina Machado Kupfer / Leda Mariza Fischer Bernardino / Maria Eugenia Pesaro / Rosa Maria Marini Mariotto

Espaço de Interlocução

Psicanálise e o Cinema, ou o Divã e a Tela Psychoanalysis and the movies, or the couch and the screen, Enéas de Souza

Espaço Acadêmico

A Psicanálise na Instituição de Saúde: Possibilidades e Peculiaridades Psychoanalysys in the health institution: possibilities end peculiarities, Edjane Menezes dos Santos / Flávia Maria de Paula Soares

Depressão e Psicanálise: Interfaces Possíveis Depression and psychoanalysis: possible interfaces, Mariana Aparecida Xavier Arruda / Wael de Oliveira

Espaço de Indicação

É Isto um Homem? And is this a man? Resenhista: Adriana Kosdra
Com este título Psicanálise e suas interfaces pensamos apresentar textos de áreas afins à Psicanálise que colocam interrogantes, quanto textos sobre o momento atual o discurso social e suas apresentações, fazendo parte da formação dos sintomas.

Uma das mudanças pregnantes do momento atual, nos é trazida por Charles Melman (2003), quando coloca que os sujeitos agora não recebem mais sua mensagem do Outro o que implicava na necessidade de uma interpretação do que o mesmo poderia querer de nós e sim do consenso social. Recebe-se hoje uma mensagem direta, da opinião, que nos designa o bom objeto, trazendo como consequência, encontrarmo-nos com sujeitos cada vez mais atópicos, com maiores dificuldades para encontrar seu lugar, sua própria voz, que parecem sem consistência, sem projeto fixo, sem votos que lhe seriam pessoais.

Parece que isso faz economizar tempo, nos deixa a salvo de erros... E, principalmente, afasta a angústia.

Izidoro Vegh, em texto publicado na Revista da APPOA, número 36, coloca que hoje mais do que nunca, estamos rodeados por artefatos que nos distraem e afastam do mal-estar. Relata que aproximadamente vinte anos atrás, quando alguém andava pela rua, nesse espaço de tempo, poderia ter a oportunidade de encontrar-se com suas próprias perguntas. Agora, até esse intervalo é obturado com a voz do Outro: anda-se pela rua com o celular ligado, não ficamos mais sozinhos... Telefone, celular, whatsapp, facebook, twitter e demais aplicativos, dificultam o acesso à voz que chega desde nosso ser, desde nosso corpo, que se chama angústia.

Heidegger diz que a angústia emerge quando lhe damos lugar, ou seja, quando conseguimos desprender-nos, mesmo que por um tempo, de nossa captura no mundo dos objetos.

Os objetos atuais então fariam o favor de tamponar a angústia? Mas a que preço? O que se ganha? O que se perde? Quais seriam são os efeitos dessas novas formas de estar no mundo, sempre rodeados de objetos, nunca sozinhos, tanto na formação quanto na manutenção dos sintomas, inclusive do sintoma analista?

A angústia é o motor da possibilidade de passagem do lugar de objeto para o desejo do Outro, para o lugar de sujeito do desejo. Não mais tomado por uma eterna culpa em relação ao que supõe que seja o desejo do Outro, ao qual se empenha em satisfazer sem nunca conseguir. (Lacan, 1973-75)
Os textos deste exemplar colaboram para refletir sobre essas questões!
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